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As primeiras análises do Observatório sobre a Pobreza “Leo Andringa” (OPLA)!

27/04/2018
As primeiras análises do Observatório sobre a Pobreza "Leo Andringa" (OPLA), após um ano de seu início! - por Licia Paglione

OPLA Brasile 2017 02 rid

A Economia de Comunhão surge como resposta de uma comunidade internacional (que compreende empresários, estudiosos, consumidores, jovens e pessoas em necessidade) à insatisfação diante de um sistema econômico classificado como não suficientemente inclusivo e justo: em seus 26 anos de vida fez nascer, em várias partes do mundo, iniciativas de combate à pobreza e às desigualdades econômicas e sociais.

Daqui o sentido da palavra “comunhão”, entendida tanto como partilha dos bens e das riquezas, quanto com um significado mais profundo. Se transposta para além do plano material, a comunhão toca, de fato, a dimensão das relações humanas (relações entre quem dá uma contribuição e quem a recebe, relações que cada um vive e constrói…), “colorando-as” com tonalidades fraternas, nas quais as pessoas se encontram num plano de igual dignidade.

Nos três primeiros trabalhos de pesquisa realizados por OPLA-Observatório sobre a Pobreza “Leo Andringa” a atenção foi dirigida ao significado relacional da “comunhão”, ponto de convergência do projeto EdC, manifestado através do valor dado às relações, de modo especial às relações de fraternidade e “de família”. A comunhão pode ser considerada a ‘cifra’ do modo de contrastar a pobreza atuada no âmbito da Economia de Comunhão.

OPLA Brasile 2017 03 ridAs relações são demonstradas primeiramente como uma das dimensões constitutivas da própria ideia de florescimento humano, característica da EdC, como ressalta o trabalho desenvolvido no Brasil, em colaboração com ANPECOM, cujo objetivo era compreender qual era a ideia de desenvolvimento presente na visão cultural da EdC e quais as dimensões que a formam, a partir da perspectiva das pessoas que trabalham na gestão dos fundos EdC no âmbito do projeto SUPERA – Superação da vulneribilidade economica.

A valorização das relações surge também como elemento específico da estratégia de combate à pobreza realizada nas Filipinas, como mostra o segundo estudo cujo objetivo era descrever o “como” naquele país se realiza uma “ação de combate à pobreza conforme a comunhão”.

E as relações, seu aumento quantitativo e qualitativo, e o seu qualificar-se como”bem em sí”, aparecem como um dos êxitos significativos geradosnaOPLA Filippine 2017 vida das pessoas inseridas nos projetos contra a pobreza em Portugal, como ressalta a análise do projeto Raise, realizada em colaboração com a AMU.

Portanto, destes três primeiros trabalhos vem à tona claramente, que a comunhão é um êxito explicitamente almejado no compromisso da EdC contra a pobreza, mas também um estilo do processo adotado, colocando em luz o esforço de coerência entre meios e fins das ações de combate à pobreza que caracterizam de forma orginal essa experiência.

O OPLA se compromete em continuar, também em seu segundo ano de vida, com a análise de outras ações contra a pobreza iniciadas e sustentadas pela EdC, seguindo esta pista e enriquecendo as primeiras evidências recolhidas, de natureza qualitativa, para determinar se as ações realizadas em várias partes do mundo são eficazes e a quais dimensões se referem, em vista do objetivo mais amplo da EdC que permanece o criar uma sociedade mais justa e fraterna.