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Chegou a vez do marketing de causa (e esses dados comprovam isso)

11/12/2019
Estudo divulgado pela ESPM, Cause, Instituto Ayrton Senna e Ipsos mostra a importância do marketing de causa para as empresas brasileiras

Instituições de peso como ESPM, Cause, Instituto Ayrton Senna e Ipsos lançaram no segundo semestre desse ano uma pesquisa animadora para empresários comprometidos com transformações sociais. O Estudo Marketing Relacionado à Causa chegou em sua terceira edição entrevistando 1.200 consumidores no Brasil. E os resultados são muito interessantes.

Primeiro, um dado que acompanha a crise política, econômica e social que assola nosso país já há alguns anos: o índice nacional de confiança do consumidor nunca esteve tão crítico, e chegou a 48% no primeiro semestre de 2019.

Em seguida, uma série de dados que comprovam os anseios de uma nova geração de consumidores muito mais preocupados com valores e responsabilidade social, que está apenas começando com a Geração Z (prezam pela individualidade, desapego, não se importam com estabilidade, são ansiosos, têm as redes sociais como principal forma de expressão e interação, etc).

Empresa e transformação social: tudo a ver

Segundo o estudo, 78% dos consumidores esperam que as empresas contribuam mais com as transformações da sociedade. E dão total apoio ao marketing de causa (77%).

O marketing de causa está relacionado às estratégias das empresas que buscam propósitos sociais e ambientais para seus ganhos e comunicam isso para seus consumidores, parceiros e fornecedores. A comunicação das ações e dos propósitos se torna parte importante da estratégia ao promover o relacionamento e o engajamento com o consumidor enxergando-o como cidadão e não apenas como uma “conquista” de venda.

Outro insight. Quase 90% dos consumidores dariam o benefício da dúvida para um empresa (em caso de uma crise de reputação) e 29% seriam mais abertos a pagar preços premium para empresas responsáveis socioambientalmente.

Mas as empresas ainda têm uma longa jornada pela frente.

O paradoxo 

Vejam só o paradoxo nesses dois gráficos do estudo.

 

Os consumidores estão ávidos por atitudes que as empresas ainda não estão implementando, ou ao menos, não estão sabendo comunicar.

Os consumidores já estão agindo

Enquanto as empresas vacilam em agir, os consumidores estão mais suscetíveis ao impacto positivo.

34% dos consumidores admitiram comprar produtos que destinavam parte do seu valor para uma causa social, ambiental ou cultural.

E 23% preferiu comprar um produto que ajudava uma causa ao invés de um produto concorrente.

Pobreza é a causa mais importante para os brasileiros 

Qual é a causa social mais importante para os consumidores brasileiros?

O foco da preocupação dos brasileiros ainda está nos problemas básicos.

79% das pessoas acredita que o combate à fome e à pobreza é a causa social mais importante, seguido de água potável e saneamento (69%) e educação (63%). 

 

Com relação à sustentabilidade, especificamente, os temas que mais importam para os brasileiros são:

41% poluição da água

29% gestão de resíduos

24% mudanças climáticas

21% poluição do ar

Além das causas ambientais, 41% dos consumidores também se importam que as empresas se preocupem com toda a cadeia de valor para que seja vista como uma empresa cidadã.

É claro que o marketing de causa precisa estar alinhado ao propósito e aos valores da empresa, bem como ao contexto em que ela está inserida. A atitude precisa ser verdadeira, assim como a comunicação. Afinal, a confiança perdida dificilmente é recuperada, já a confiança mantida é sinônimo de fidelização e de uma jornada compartilhada de sucessos.

A Anpecom reúne empresas ligadas à Economia de Comunhão, um modelo de negócios e um agir econômico que preza pelo ser humano como o foco da cultura organizacional e pela redução da pobreza como impacto social. 

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Autor: Cibele Lana