ANPECOM - Associação comercial por uma economia de comunhão. Logomarca da ANPECOM, composta por meio globo mostrando o mapa do Brasil seguido do nome da associação

O que a transformação digital tem a ver comigo, empresário da EdC? (e um glossário de tendências com aplicações práticas)

07/03/2019

Eu não devo estar muito errada ao imaginar que você já se sentiu sozinho/a e perdido/a ao buscar inserir o seu negócio no mundo da transformação digital e não saber qual caminho escolher.

Ou quem sabe, já buscou investir em marketing digital, por exemplo, mas não conseguiu mais do que algumas poucas curtidas em seus perfis comerciais.

Ou ainda, já tentou investir em alguma ferramenta inovadora, mas se decepcionou e achou que só desperdiçou dinheiro. Acertei?

Recebi o agradável desafio de conversar com você, empresário ou colaborador da Economia de Comunhão, sobre transformação digital e esse, às vezes, mundo assustador de inovações tecnológicas que se reinventa a cada dia.

Você pode navegar por este post indo direto aos assuntos. Basta clicar nos links abaixo: 
→ Como começar a ser parte da transformação digital?
→ 4 tendências para aplicar no seu negócio
→ Um exemplo dentro da EdC

Empreender quase sempre significa arriscar, então muito provavelmente você respondeu sim a alguma dessas perguntas acima. Que tal imergir um pouco mais sobre essas questões para que você não perca a vontade de inovar?

Acredito que nem precisamos de dados de mercado para sustentar que tecnologia e novas mídias são, hoje em dia, essenciais. Quem não faz, está ficando para trás, com muitas chances de se fadar ao fracasso perante seus concorrentes.

Aliás, a concorrência hoje, em qualquer setor, é global. Tudo está na internet.

Mas caso ainda reine certa resistência sobre isso em seu modelo de negócio, veja esses dados: mais de 94% dos usuários de internet no Brasil, hoje em dia, acessam a rede utilizando o celular. De acordo com a pesquisa Social Media Trends 2019, cerca de 62% dos empresários brasileiros reconhecem o papel fundamental das redes sociais em seus negócios. De acordo com a consultoria McKinsey, cerca de 16 milhões de brasileiros terão seus empregos afetados por automação até 2030.

Fonte: Relatório Social Media Trends 2019 | Rockcontent 

 

Mobilidade, mídias sociais, automação e capacitação dos colaboradores para este cenário de transformação digital estão presentes no cotidiano estratégico da sua empresa?

A verdade é que estamos vivendo a era da Indústria 4.0 focada em automação, do Marketing 4.0 que não visa mais produto e sim o ser humano e valores de marca, de transformações sociais, culturais e de liderança seguindo metodologias horizontais extraídas de estudos sobre a internet.

→ Como começar a ser parte da transformação digital?

 Um pequeno e simples passo é estar sempre atualizado. Uma boa dica é criar um feed de conteúdo sobre tecnologia e inovação em seu navegador.

Basta adicionar uma pasta em seus Favoritos e colocar ali endereços de sites interessantes como Harvard Business Review Brasil, Computerworld, Nexo Tecnologia, Hypeness e por aí vai.

Ao se informar, novas ideias surgem e a conexão com o seu negócio começa a aparecer.

Então chega a hora de buscar ajuda especializada para desenvolver um planejamento em alguma área de inovação. Não caia na tentação de ser autossuficiente, de pedir ajuda gratuita, fazer “pelas metades”.

Vai por mim, busque ajuda especializada.

Para atiçar sua curiosidade e agregar conhecimento sobre as principais tendências do mercado, vamos abordar algumas delas, sugerindo alguns exemplos de implementação.

Não escolhi falar das ultimíssimas tendências, mas sim sobre aquelas que estão já consolidadas, mas que ainda são um terreno fértil a explorar.

→ 4 tendências para aplicar no seu negócio

1. Inteligência Artificial 
Uma das mais mencionadas talvez seja a Inteligência Artificial. Esse ramo da ciência busca desenvolver estudos, softwares e mecanismos capazes de replicar a inteligência humana e às vezes até de aprender com o uso.

Um exemplo de como ela pode ser aplicada em uma fase inicial é com a configuração de chatbots. Ou seja, robôs configurados para dar o primeiro atendimento aos usuários ou responder perguntas frequentes de um negócio.

Esses programas são baratos, às vezes até gratuitos, fáceis de usar e acompanham o desejo do cliente/consumidor de instantaneidade e rapidez no atendimento.

Fonte: Chatbot Survey 2017

2. Internet das coisas  
Outra tecnologia já bem disseminada é a Internet das Coisas. Mais conhecida como IoT, ela compreende dispositivos de uso pessoal, doméstico ou profissional conectados à internet. Por exemplo, relógios, óculos, geladeiras, ar condicionado, tratores, carros, televisores e por aí vai.

Alguns exemplos: já existem fazendas que utilizam tratores autônomos que plantam e colhem com base na leitura de mapas e previsões do tempo. Diversos supermercados e lojas instalam sensores em refrigeradores para que qualquer mudança na temperatura seja informada, evitando a perda de alimentos.

A frota de carros da Oi conta com um sistema inteligente de rastreamento que permitiu uma economia de R$ 30 milhões em combustível.

Fonte: BNDES

3. Big data
Muito relacionado à IoT, o Big Data é responsável por juntar e analisar o volume estratosférico de dados que os dispositivos conectados fornecem. E mais: transformá-los em insights inteligentes e embasados para o negócio.

Um exemplo de como utilizar na sua empresa: um bom começo é entender bem todas as funcionalidades do Google Analytics, por exemplo, que analisa o tráfego do seu site. O volume de dados é gigantesco e compreendendo um pouco mais sobre seus painéis, é possível extrair ótimos insights para o negócio.

O Google oferece cursos iniciantes e avançados gratuitamente: https://analytics.google.com/analytics/academy/ .

Se a sua empresa utiliza o pacote da Microsoft, a ferramenta Power BI também é poderosa.

4. Inbound Marketing
Atualmente é a queridinha das estratégias de marketing digital. O Inbound Marketing utiliza conteúdos úteis e relevantes para atrair leads (dados de um público qualificado para conversões) para o seu negócio. Ao trabalhar esses leads e conhecer suas características demográficas, de comportamento e interesses, suas ofertas são mais direcionadas e geram mais retorno.

Hoje em dia existem diversos Softwares as a Service (ou SaaS) que incrementam uma estratégia de Inbound Marketing. São ferramentas que você pode utilizar na internet, sem nem mesmo instalar em seu computador. Elas ajudam a segmentar o público, disparar e-mails, criar conteúdos para redes sociais.

Conheça mais no site da Resultados Digitais, Rock Content ou Hubspot.

79% das empresas que têm um blog, reportam ROIs positivos para o Inbound Marketing. Fonte: Invesp 2018

 

→ Um exemplo dentro da EdC

Se depois de tudo isso você ainda está pensando “para o meu negócio não dá”, separamos um exemplo dentro da própria EdC para encorajar você.

No final de 2017, a agência de Viagens Unitur, integrante do Projeto Economia de Comunhão, tinha alguma presença em mídias sociais. Mas boa parte do tempo gasto para o serviço não retornava em negócios para a empresa.

O conteúdo e o relacionamento com os clientes via canais digitais era sem foco, lento e pouco diversificado.

O achismo imperava sobre o conhecimento de público.

Foi então que resolveram dar um primeiro passo: encontrar ajuda especializada para que o marketing digital fosse voltado a resultados.

Com vontade de crescer e  acompanhar a transformação digital, a Unitur topou adotar uma estratégia de Inbound Marketing.

O conteúdo útil e relevante, testado em diferentes segmentações que só a internet proporciona, trouxe um público muito qualificado para os canais da empresa.

Seja em mídias sociais, e-mails ou anúncios no Google.

“O nosso trabalho de marketing digital possibilitou uma abertura maior de mercado, a nível nacional. Pudemos renovar nossa carteira de clientes, com passageiros de diversos Estados, que tiveram contato com a Unitur através dos canais de mídia online. Além disso, percebemos que as mídias digitais favorecem, além da divulgação dos nossos produtos, todo o relacionamento com os clientes internos”, relatou o consultor de grupos da Unitur, Diego Miranda.

Contagiados pelos resultados, agora é a própria Unitur que propõe a adoção de novas tecnologias, como o atendimento via chatbot, que desafogou os consultores de perguntas frequentes como datas e preços dos roteiros.

Os próprios colaboradores se empenham em fazer vídeos, nas viagens ou dentro da agência, para contribuir com o marketing.

Hoje, aqueles nomes desconhecidos, como Inbound Marketing, chatbot, materiais ricos, leads qualificados fazem parte da vida da empresa. E o mais importante: são sinônimo de mais vendas.

O marketing se paga!

A sopa de letrinhas se transformou em uma expressão bem reconhecida do mundo empresarial: retorno sobre investimento.

Depois dessas pinceladas e desse exemplo, o mais importante não é sair por aí atrás de modismos. Reflita, troque ideias com quem entende desses assuntos, pesquise, peça ajuda especializada.

Dê o primeiro passo e pense sempre em primeiro lugar em seu cliente/consumidor.

Transforme o desconhecido em ROI.

Faça parte da transformação digital.

 

 

Cibele Lana é Pós graduada pela USP em Comunicação Digital, com mais de 9 anos de experiência de mercado, incluindo agências e empresas. No portfólio, gerenciamento de projetos digitais e atendimento a clientes de diversos segmentos.Atualmente, atua como consultora de marketing digital para PMEs e ONGs, com especialidade em Inbound Marketing