ANPECOM - Associação comercial por uma economia de comunhão. Logomarca da ANPECOM, composta por meio globo mostrando o mapa do Brasil seguido do nome da associação

Fórum Nacional de Empreendedorismo

Empresários, jovens, cidadãos em geral compõem o grupo de cento e quarenta e três pessoas que lotaram uma sala no Centro Comercial Prime Office Park em Cotia, SP.

O Fórum Nacional de Empreendedorismo: reconstruindo a economia em rede colocou em relevo a força que esta rede pode liberar para a reconstrução da cultura e das instituições da sociedade brasileira neste momento de profunda crise. Maria Helena Faller, presidente da Anpecom, e Tiago Padilha, Diretor Financeiro da Civitas[1], abriram o evento evidenciando a importância do empreendedor e do mercado como um espaço para a construção de sociedades mais inteligentes e democráticas, mesmo no atual cenário brasileiro. A intervenção não parou no ceticismo ou na espera por uma salvação, mas apresentou o empreendedor como agente capaz de criar espaços na sociedade, redes de colaboração que possibilitem o desenvolvimento de um novo tipo de cultura social e econômica.

A economia em rede apresentada no fórum sugere uma passagem da ética 1.0, suportada como um ônus a mais, como um vínculo a ser inserido em um código de normas de compliance, para uma ética 4.0, em que passa a ser o objetivo central do negócio, porque o empreendedor a contém dentro de si e a torna um método, uma política de gestão de todo o seu negócio. O empreendedor civil e social que adota a ética como objetivo do próprio negócio é capaz de responder a uma equação muito importante, que ronda as discussões mais sofisticadas sobre empreendedorismo: ele não é um filantropo, tampouco um egoísta. O empreendedor busca gerar riquezas e resultados de excelência, adquiridos através da mútua vantagem.

Os cases das empresas Le Plant, Loppiano Pizzaria, Escola Aurora, Pasticcino Brasil e Pasticcino Argentina, Goma e Cremasco Engenharia, mostraram dados tangíveis e intangíveis sobre o que é ser um agente de mudança dentro do ambiente de trabalho e por meio dele gerar transformações na sociedade.

O fechamento do evento foi feito por Alberto Ferrucci, empresário do ramo petrolífero e atualmente presidente da Associação Internacional por uma Economia de Comunhão (AIEC). Alberto, que vive a cultura da EdC desde o lançamento do projeto, abordou os problemas da desigualdade, da evasão fiscal, do muro do consumismo e incentivou o combate a essas realidades por meio da inteligência coletiva que pensadores modernos teorizam, que as redes de comunicações do momento atual e do futuro tornam sempre mais possível de realizar. Para ele, tal inteligência poderá ser só um sonho, bloqueado pelas dinâmicas do egoísmo e da competitividade pessoal – a não ser que se afirme a cultura da comunhão, pela qual sentimos que vale a pena viver e trabalhar e cujo paradigma é o dom e a reciprocidade.

Era perceptível durante todo o evento uma forte energia de inovação, de criatividade e porque não dizer, de felicidade, geradas pela reunião de pessoas motivadas por valores e propósitos comuns: melhorar a economia, melhorando a si mesmos, seus próprios negócios e seu entorno. Juntos.

[1] Civitas é uma associação cultural de promoção da cidadania pautada no diálogo, na fraternidade e no agir transformador político.

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