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Ganhadores do Nobel e Economia de Comunhão: uma missão em comum

23/10/2019
Enche-nos de alegria poder dizer que também o nosso projeto, a Economia de Comunhão, há 28 anos coloca em prática não só uma nova teoria, mas um novo agir econômico baseado no compartilhamento de recursos, materiais ou relacionais, desde a sua origem, com a mesma missão de reduzir a pobreza.

“Quando você é economista, as pessoas pensam que você está interessado em finanças ou que trabalha para os ricos, mas não é necessariamente o caso”.

A frase acima foi dita pela vencedora mais jovem do prêmio Nobel de Economia, Esther Duflo, no último dia 14, que divide a honraria com dois colegas (um deles, seu marido), os americanos Abhijit Banerjee e Michael Kramer.

E poderia ser apenas uma frase de impacto se não fosse pela história de vida e pelos estudos do trio que os levaram à primorosa honraria “por uma abordagem experimental para aliviar a pobreza global”, conforme anúncio do júri na cerimônia.

Esther Duflo e Abhijit Banerjee

Duflo e Banerjee ao longo de anos desenvolveram estudos na índia que beneficiaram mais de 5 milhões de crianças com programas eficazes de aulas de reforço na escola, além de terem conseguido pesados subsídios do governo para cuidados de saúde preventivos, introduzidos em diversos países em desenvolvimento.

Também foi com uma abordagem muito próxima à saúde pública que Kremer descobriu em seus estudos experimentais, no Quênia, que 75% dos pais pobres dariam a seus filhos medicamentos contra parasitas se os remédios fossem gratuitos. A porcentagem caía para 18% se o remédio custasse menos de US$ 1.

Os exemplos demonstram como os economistas utilizaram conhecimentos em suas áreas específicas para influenciar a economia de países em desenvolvimento e prover tais governos com políticas públicas eficientes, uma “arma” poderosa para reduzir a pobreza.

E a EdC…

Por tais fatos, nos enche de alegria poder dizer que também o nosso projeto, a Economia de Comunhão, há 28 anos coloca em prática não só uma nova teoria, mas um novo agir econômico baseado no compartilhamento de recursos, materiais ou relacionais, desde a sua origem, com a mesma missão de reduzir a pobreza.

Está no nosso manifesto:

Somos um movimento de pessoas, instituições públicas e privadas que acredita que é possível reduzir a pobreza pela consolidação e ampla difusão de uma cultura fundamentada na fraternidade universal.

 Por meio de uma rede internacional de comunhão de recursos, talentos e necessidades, com a participação de empresários comprometidos em adotar a cultura da fraternidade em suas empresas, com polos de negócios, projetos de superação da vulnerabilidade econômica, cursos de empreendedorismo e muitas outras ações, disseminamos a Economia de Comunhão a nível internacional nesses quase 30 anos, desafiando a economia vigente e propondo soluções embasadas na comunhão.

De acordo com os dados da EdC em 2018, apenas no último ano arrecadamos cerca de 1.6 milhões de euros, sendo quase a metade desses recursos destinada a projetos de emergência como habitação, saúde, alimentação e educação para mais de 700 pessoas no mundo inteiro em situação de vulnerabilidade econômica.

Junto a economistas como os vencedores do Nobel, seguimos fazendo a nossa parte por uma economia comprometida com a transformação social.

Saiba mais sobre a EdC.