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Unitur: ambiente de trabalho positivo reflete-se em satisfação dos clientes

11/05/2018
“Empresas são empresas, mas quem faz as empresas são as pessoas. É a gente que gera o clima” - Paulo Hoffmeister

Pressão, estresse, insônia, trabalho sem hora para começar e acabar, busca desenfreada por resultados, lucro a qualquer custo. Quem tem experiência no mundo corporativo certamente já se deparou com realidades assim. Não foi diferente com Paulo Hoffmeister. Após anos dirigindo uma multinacional de Novo Hamburgo (RS ) que acabou fechando, o administrador teve que ingressar em uma nova empresa. Mas o ambiente pesado que encontrou fez com que se demitisse em menos de um ano. Foi quando sua história cruzou com a da Unitur, agência especializada em turismo religioso que integra a Economia de Comunhão.

Fundada em 1995, quando assumiu as operações da antiga RAPTIM , a empresa tem sede emPorto Alegre e filial em Igarassu, na região metropolitana de Recife, além de contar com promotores contratados em Teresina e Belém. Contratado para ser seu diretor-executivo em 2011, Hoffmeister reencontrou na Unitur um ambiente propício ao cultivo do espírito fraterno que sempre procurou levar aos lugares em que trabalhou. “Empresas são empresas, mas quem faz as empresas são as pessoas. É a gente que gera o clima”, afirma o atual diretor–executivo, que tem MBA em gestão empresarial.

Nesse sentido, uma das práticas cultivadas na empresa é a realização de reunião semanal com toda a equipe, ocasião em que diretores e funcionários jogam o “Dado das empresas”, uma iniciativa da EdC que visa estimular a corresponsabilidade na construção de um bom ambiente de trabalho. Em cada uma das faces do dado, uma virtude a ser colocada em prática: “ser o primeiro a ajudar os outros”; “compartilhar conhecimentos, tempo, você mesmo”, “valorizar cada pessoa, cada ideia!”; “concorrentes podem ser amigos também”, “ajudar com ações, não só com palavras”; e, finalmente, “construir relacionamentos dia após dia”.

As reuniões também promovem maior conhecimento recíproco e aparam as arestas do dia a dia do trabalho. “Às vezes a gente não conhece o que tem por trás de cada funcionário. Então a cada encontro um funcionário conta sua história. Tem momentos de dor, de trabalho, de luta. Mas também é um momento de falar sobre a empresa, sobre a prática da EdC, como ateder os clientes, o que precisa melhorar”, explica Hoffmeister.

Outra prática central é a tomada de decisão participativa: “A gente sempre leva em consideração a opinião de todos sobre todo o nosso projeto de crescimento, aonde a gente quer chegar. Então todo mundo é chamado a contribuir. E também a gente sempre termina essas reuniões com uma frase motivacional para que a gente possa viver a semana com esse espírito da fraternidade”.

Esse estilo de gestão – marcado também por salários e benefícios acima dos praticados no mercado, participação nos lucros etc. – se reflete na longevidade e no comprometimento da equipe. “Os funcionários que começam aqui dificilmente saem. Tem funcionários aqui que são mais velhos que a Unitur, tem funcionários que começaram como Office Boy, têm dez anos de casa. Vários já receberam propostas de outras empresas, mas não quiseram sair”.

De 2015 em diante foi muito difícil. Nós vivemos três anos de crise no setor. Mas a gente não demitiu ninguém. Todo mundo muito focado. A gente abriu outro departamento na empresa [voltado para o turismo religioso doméstico]”, conta o diretor-executivo. Tudo isso se reflete, segundo ele, na satisfação de clientes: “A gente tem uma pesquisa de satisfação e 99,9% voltam satisfeitos e recomendam a Unitur para outras pessoas. A nossa propaganda sempre foi muito forte pelo trabalho, pelo serviço realizado”.

Notícia: Revista Cidade Nova – Daniel Fassa